Unhas encravadas em cães idosos: por que isso acontece com frequência

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Pete Johnson, via StockSnap (CC0 1.0).

Unhas encravadas costumam ser associadas a um problema simples de higiene, mas em cães idosos, esse quadro tende a se repetir com uma frequência que chama atenção, e existe uma explicação bastante direta por trás disso: a combinação de menor atividade física com o próprio processo natural de crescimento das unhas ao longo da vida do animal.

Em cães mais jovens e ativos, o desgaste natural causado pelo caminhar em superfícies duras, como calçadas e piso, ajuda a manter o comprimento das unhas sob controle, especialmente das unhas principais que tocam o chão durante a caminhada. Com o envelhecimento, é comum que o cão reduza o ritmo e a distância dos passeios, seja por dor articular, menor disposição ou simplesmente pelo próprio ritmo mais lento que acompanha a idade. Esse menor desgaste natural faz com que as unhas cresçam além do ponto ideal, aumentando o risco de encravamento, especialmente no ergô, o primeiro dedo, localizado na parte interna da pata e equivalente ao nosso polegar, que não toca o chão e por isso nunca sofre desgaste natural, mesmo em cães jovens.

Quando a unha cresce demais e se curva, ela pode penetrar diretamente na pele do próprio coxim, causando dor significativa a cada passo, inflamação local e, se não tratada, infecção secundária. Esse desconforto, por sua vez, pode levar o cão a reduzir ainda mais a atividade física, criando um ciclo que agrava tanto o problema das unhas quanto a mobilidade geral do animal.

Cães idosos também podem ter unhas mais grossas e quebradiças, o que dificulta o corte em casa e aumenta o risco de o tutor evitar essa manutenção por receio de machucar o animal, o que contribui ainda mais para o acúmulo de comprimento ao longo do tempo.

A prevenção envolve manutenção regular do comprimento das unhas, algo que pode ser feito em casa com a técnica adequada ou em consultas de rotina, com atenção especial ao ergô. Quando o encravamento já aconteceu, a avaliação veterinária é importante para tratar a dor e a possível infecção local, além de orientar sobre a frequência ideal de corte para aquele animal específico.

Se o seu cão idoso está com dificuldade para andar ou apresenta sensibilidade nas patas, vale verificar o comprimento das unhas e, se necessário, agendar uma avaliação na Prontovet. É um cuidado simples que evita bastante desconforto desnecessário.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.