Ruptura do ligamento cruzado em cães: sinais de que algo está errado
Publicado em 12/09/2026

A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma das lesões ortopédicas mais comuns em cães de porte médio e grande, e costuma surpreender os tutores: em muitos casos, o cão estava aparentemente bem minutos antes, brincando ou correndo no quintal, e de repente para de apoiar uma das patas traseiras.
Esse ligamento fica dentro da articulação do joelho e é responsável por estabilizar o movimento entre o fêmur e a tíbia. Quando ele rompe, seja de forma parcial ou completa, o joelho perde estabilidade, o que causa dor, inchaço e dificuldade para apoiar o peso no membro afetado. Em alguns cães, especialmente os de raças predispostas como Labrador e Rottweiler, a ruptura acontece de forma degenerativa, sem um trauma evidente: o ligamento vai se desgastando aos poucos até romper com um movimento simples, como um pulo do sofá.
Os sinais mais característicos incluem claudicação súbita do membro traseiro, dificuldade para se sentar de forma normal (o cão tende a manter a perna afetada esticada para o lado), inchaço perceptível na região do joelho e, com o tempo, atrofia da musculatura da coxa do lado comprometido, já que o cão passa a usar menos aquele membro.
O diagnóstico é feito por exame físico ortopédico, com testes específicos de estabilidade do joelho, complementado por radiografia para avaliar o grau de comprometimento articular e descartar outras causas de dor. Em muitos casos, a confirmação definitiva só acontece durante a própria cirurgia, mas os testes clínicos já dão um direcionamento bastante confiável.
O tratamento na maioria dos cães de porte médio e grande é cirúrgico, já que a instabilidade articular tende a acelerar o desenvolvimento de osteoartrite se não for corrigida. Cães de porte muito pequeno, em alguns casos, podem responder bem ao manejo clínico. A decisão sempre depende do porte do animal, do grau da lesão e do estilo de vida do cão.
Se o seu cão parou repentinamente de apoiar uma pata traseira, especialmente após uma corrida ou salto, não demore para procurar avaliação: quanto antes o diagnóstico é feito, menor o risco de lesões associadas, como rupturas de menisco.
Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.
