Raças com maior predisposição a problemas neurológicos

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Erwin Loh, via Wikimedia Commons (CC BY 2.5).

Assim como acontece com condições ortopédicas e oncológicas, algumas raças de cães têm predisposição genética conhecida a determinadas doenças neurológicas, um conhecimento que ajuda os tutores a estarem mais atentos a sinais precoces e a buscar acompanhamento adequado desde cedo.

As raças condrodistróficas, de corpo alongado e pernas curtas, como Dachshund, Basset Hound, Corgi e Beagle, têm maior risco de doença do disco intervertebral, popularmente conhecida como hérnia de disco, devido a uma alteração genética que afeta a estrutura dos discos da coluna, tornando-os mais propensos a degenerar precocemente. Já raças como Border Collie, Labrador e Beagle aparecem com maior frequência em casos de epilepsia idiopática, uma condição em que o cão apresenta convulsões recorrentes sem uma causa estrutural identificável no cérebro, geralmente com início entre 1 e 5 anos de idade.

O Cavalier King Charles Spaniel merece menção especial por sua predisposição à siringomielia, uma condição em que o formato do crânio, menor do que o esperado para acomodar o cérebro adequadamente, leva à formação de cavidades preenchidas por líquido dentro da medula espinhal, causando dor e, em alguns casos, sinais como coçar o ar próximo ao pescoço sem tocar a pele, um comportamento bastante característico da doença. Já o Pastor Alemão tem predisposição bem documentada à mielopatia degenerativa, uma doença progressiva que afeta a medula espinhal em cães mais velhos, levando à perda gradual de força e coordenação nos membros traseiros.

Outras raças, como Boxer e Buldogue Francês, apresentam maior risco de determinadas más-formações congênitas da coluna, enquanto Dobermans têm associação conhecida com a síndrome de Wobbler, uma instabilidade da coluna cervical que causa incoordenação nos movimentos.

Conhecer essas predisposições não significa que o cão necessariamente desenvolverá a condição, mas ajuda a direcionar a atenção do tutor para sinais precoces, como mudanças sutis na marcha, relutância em determinados movimentos, dor não explicada ou alterações comportamentais, muitas vezes descartadas como coisas da idade ou do temperamento do animal.

Se o seu cão pertence a uma dessas raças, converse com a equipe da Prontovet sobre um acompanhamento neurológico preventivo. Conhecer a predisposição da raça é uma ferramenta valiosa para identificar problemas cedo, antes que evoluam para quadros mais graves.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.