Queda de pelo em gatos: quando é estresse e quando é doença de pele

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Ian Livesey, via StockSnap (CC0 1.0).

Ver mais pelos do que o normal no sofá, na escova ou nas mãos durante o carinho é algo que costuma preocupar tutores de gatos, mas antes de imaginar o pior, vale entender que a queda de pelo felina tem duas grandes famílias de causas, uma comportamental e outra dermatológica, e diferenciá-las é o primeiro passo para saber como agir.

Gatos são animais que reagem a mudanças de rotina e a estresse de formas bastante particulares, e uma delas é o autolambimento excessivo, um comportamento chamado alopecia psicogênica. Mudanças como a chegada de um novo animal em casa, uma reforma, viagem dos tutores ou até rearranjo de móveis podem desencadear esse comportamento, que costuma se concentrar em áreas que o gato consegue alcançar com facilidade, como barriga, flancos e a parte interna das coxas.

Já a queda de pelo de origem dermatológica tem uma característica que ajuda a diferenciá-la: geralmente vem acompanhada de outros sinais na pele, como vermelhidão, casquinhas, pústulas ou áreas de pele visivelmente alterada, e não apenas a ausência do pelo. Entre as causas dermatológicas mais comuns estão alergias (a alérgenos ambientais, alimentares ou à picada de pulga), infecções fúngicas como a dermatofitose (popularmente conhecida como micose), e parasitas de pele.

Um ponto que confunde muitos tutores: mesmo a queda de pelo por estresse, aparentemente “só comportamental”, não deve ser ignorada, porque o autolambimento excessivo pode ser uma forma de o gato lidar com desconforto físico que ele não consegue expressar de outra maneira, incluindo dor abdominal ou articular. Por isso, mesmo quando a causa parece comportamental, uma avaliação clínica que descarte causas físicas é sempre recomendada antes de assumir que é “só estresse”.

A avaliação combina exame dermatológico detalhado, observação do padrão de perda de pelo (simétrico ou não, localizado ou generalizado) e, dependendo da suspeita, exames complementares como raspado de pele, cultura fúngica ou investigação de causas de dor subjacente.

Se o seu gato está com queda de pelo perceptível, seja em áreas específicas ou de forma mais ampla, agende uma avaliação na Prontovet. Diferenciar estresse de doença de pele é essencial para escolher o tratamento certo, e um bom exame clínico é o caminho mais confiável para chegar a essa resposta.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.