Lhasa Apso: por que a raça exige atenção redobrada ao fígado

Publicado em 12/09/2026

Imagem ilustrativa do artigo: Lhasa Apso: por que a raça exige atenção redobrada ao fígado
Imagem ilustrativa. Foto: Lcfrederico, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

O Lhasa Apso é uma raça de origem tibetana conhecida pela pelagem longa e pela personalidade independente, mas poucos tutores sabem que essa raça também carrega uma predisposição conhecida a alterações hepáticas, o que torna a atenção ao fígado um dos cuidados de saúde mais importantes ao longo da vida desses cães.

Entre as condições relatadas com maior frequência na raça está o shunt portossistêmico congênito, uma má-formação vascular presente desde o nascimento, em que parte do sangue que deveria passar pelo fígado para ser filtrado acaba desviando desse caminho normal. Como consequência, toxinas que o fígado deveria processar circulam pelo corpo sem o devido tratamento, podendo afetar principalmente o sistema neurológico. Filhotes afetados costumam apresentar sinais como crescimento mais lento que os irmãos de ninhada, episódios de desorientação ou comportamento estranho (especialmente depois das refeições), e, em alguns casos, convulsões.

Além do shunt congênito, a raça também tem alguma predisposição a outras alterações hepáticas que podem se manifestar ao longo da vida adulta, o que reforça a importância de exames de sangue periódicos que incluam a avaliação de enzimas hepáticas, mesmo em cães que não apresentam sintomas evidentes. Como o fígado tem grande capacidade de compensação, alterações discretas em sua função muitas vezes não geram sinais visíveis até que o comprometimento já esteja mais avançado.

Sinais que merecem atenção redobrada em Lhasa Apsos incluem apatia incomum, principalmente após as refeições, aumento da sede e da urina, vômitos ou diarreia recorrentes, perda de peso sem explicação e, em casos mais avançados, icterícia, quando a pele e as mucosas assumem uma tonalidade amarelada.

O acompanhamento recomendado para a raça inclui exames de sangue de rotina desde filhote, com atenção especial às enzimas e à função hepática, e, quando indicado, exames de imagem como ultrassonografia abdominal, que ajudam a identificar alterações estruturais no fígado e nos vasos sanguíneos associados.

Se você tem um Lhasa Apso, converse com a equipe da Prontovet sobre um acompanhamento de saúde voltado para a predisposição hepática da raça. Identificar alterações cedo é o que garante o melhor prognóstico para esses cães ao longo da vida.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.