Por que interagir com pets reduz o cortisol (hormônio do estresse) em humanos

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Jonas Nilsson Lee, via StockSnap (CC0 1.0).

A cena é comum: depois de um dia difícil, sentar no chão para fazer carinho no cão ou no gato parece aliviar uma tensão que nenhuma outra coisa resolveria tão rápido. Essa sensação não é apenas subjetiva, ela tem respaldo em estudos que mediram, de forma objetiva, mudanças hormonais em pessoas durante e depois da interação com pets.

O cortisol é conhecido como o “hormônio do estresse” porque sua liberação aumenta em situações de tensão, ameaça percebida ou sobrecarga emocional, prolongado em excesso, ele está associado a uma série de efeitos negativos sobre o corpo, como problemas de sono, alterações no sistema imunológico e maior propensão à ansiedade. Pesquisas que mediram os níveis de cortisol salivar antes e depois de sessões de interação com cães, seja acariciando, seja apenas na presença calma do animal, mostraram reduções consistentes nesse hormônio em boa parte dos participantes, especialmente quando a interação envolvia toque físico e tempo suficiente para o corpo relaxar.

O mecanismo por trás desse efeito parece envolver múltiplos caminhos. O toque físico repetitivo e suave, como o ato de fazer carinho, estimula a liberação de ocitocina, hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, que por sua vez ajuda a regular negativamente a produção de cortisol. Além disso, a companhia de um animal costuma reduzir a percepção subjetiva de estresse em situações desafiadoras, alguns estudos observaram que pessoas realizando tarefas estressantes na presença de seu próprio cão apresentaram respostas fisiológicas de estresse menores do que quando realizavam a mesma tarefa sozinhas ou até na presença de outra pessoa.

Vale destacar que esse efeito não é automático nem universal: ele depende do vínculo entre a pessoa e o animal, do temperamento de ambos e do contexto da interação. Uma pessoa que não tem afinidade com aquele animal específico, ou um encontro com um pet agitado e imprevisível, pode não gerar o mesmo efeito relaxante, e em alguns casos até aumentar a tensão. O benefício está mais ligado à qualidade do vínculo e à previsibilidade da interação do que à simples presença física do animal.

Esse conjunto de evidências ajuda a explicar por que a companhia de um cão ou gato é tantas vezes descrita como terapêutica no sentido mais literal da palavra, ela de fato mobiliza mecanismos hormonais reais de redução do estresse. É também parte da razão pela qual cuidar bem da saúde física e emocional do próprio pet importa tanto: um animal saudável e emocionalmente equilibrado tende a ser uma fonte de bem-estar mais consistente para toda a família ao seu redor.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.