Qual foi o cão mais velho do mundo já registrado, segundo o Guinness

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Eva Holderegger Walser, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.5).

Poucas perguntas despertam tanta curiosidade quanto “qual foi o cão mais velho do mundo?”. A resposta, no entanto, não é tão simples quanto parece, porque o título já passou por diferentes cães ao longo dos anos, e a forma como esses recordes são verificados e reconhecidos por organizações como o Guinness World Records também evoluiu com o tempo, tornando alguns registros mais antigos e menos documentados do que os mais recentes.

Um dos casos mais lembrados é o de Bluey, uma cadela australiana da raça Cattle Dog, que viveu 29 anos e 5 meses (1910–1939), um registro que permaneceu por décadas como uma das referências mais citadas quando o assunto é expectativa de vida canina, embora seja um caso tão fora da curva que funciona muito mais como uma curiosidade histórica do que como um parâmetro esperado para a raça. Em 2023, o português Bobi, um Rafeiro do Alentejo, chegou a ser reconhecido com 31 anos, mas o Guinness suspendeu o título em 2024 por falta de provas suficientes da idade, e Bluey voltou a ser a referência oficial.

Esse é, aliás, um ponto importante sobre recordes de longevidade em animais: comprovar a idade exata de um cão, especialmente décadas atrás, depende de registros de nascimento, adoção ou histórico veterinário consistente, algo que nem sempre existia da forma rigorosa que se pratica hoje. Por isso, alguns recordes amplamente divulgados pela mídia acabam não sendo oficialmente reconhecidos, ou têm sua validade discutida por especialistas.

Independentemente do nome exato por trás do recorde vigente em cada momento, o que esses casos têm em comum costuma ser bastante revelador: cães que alcançam idades tão avançadas geralmente são de porte pequeno a médio, viveram em ambientes com baixo nível de estresse, tiveram acompanhamento veterinário preventivo consistente ao longo da vida e, muitas vezes, pertencem a raças ou linhagens com histórico natural de boa longevidade.

Esses recordes, mais do que uma curiosidade isolada, servem como lembrete de que a longevidade canina depende de uma combinação de fatores genéticos e de cuidados contínuos, que vão desde a alimentação adequada em cada fase da vida até o acompanhamento veterinário regular, capaz de identificar e tratar precocemente condições que poderiam reduzir os anos de vida do animal.

Seja qual for a expectativa de vida da raça do seu cão, pequenos hábitos consistentes ao longo dos anos, como boa nutrição, controle de peso e visitas regulares ao veterinário, são o que realmente aumenta as chances de uma vida longa e saudável ao lado da família.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.