Como funciona o sistema de comunicação por feromônios dos gatos
Publicado em 12/09/2026

Muito além dos miados, ronronados e da linguagem corporal visível, os gatos possuem um sistema de comunicação inteiro que praticamente passa despercebido pelos tutores: a comunicação através de feromônios, substâncias químicas produzidas por glândulas específicas do corpo e usadas para transmitir informações a outros gatos, mesmo quando eles não estão fisicamente presentes no mesmo momento.
Os gatos possuem glândulas produtoras de feromônios espalhadas por diversas partes do corpo, incluindo a região do rosto (perto da boca, do queixo e da base das orelhas), as patas, e a região da cauda. Quando o gato esfrega o rosto em móveis, cantos de parede ou nas pernas do tutor, ele está depositando feromônios faciais, geralmente associados a marcação de território considerado seguro e familiar, uma espécie de “assinatura química” que sinaliza para outros gatos, e também para ele mesmo, que aquele espaço é conhecido e não representa ameaça.
Já a marcação com urina, comportamento mais comum em gatos não castrados mas que também pode ocorrer em gatos castrados sob estresse, carrega uma mensagem diferente, relacionada a território e status reprodutivo, funcionando quase como um “recado” deixado para outros gatos que possam passar pelo mesmo local depois. Da mesma forma, o ato de arranhar superfícies, além da função óbvia de desgastar as unhas, também deposita feromônios liberados pelas glândulas presentes nas patas, reforçando a marcação visual e olfativa do território.
Esse sistema de comunicação química é tão relevante no comportamento felino que deu origem a produtos comerciais baseados em feromônios sintéticos, criados para reproduzir o efeito calmante do feromônio facial que os gatos usam para marcar ambientes seguros. Esses produtos costumam ser usados como apoio em situações de estresse, como mudanças de casa, chegada de um novo animal na família ou visitas ao veterinário, justamente para ajudar o gato a perceber o ambiente como mais familiar e seguro.
Entender esse sistema de comunicação ajuda a explicar comportamentos que muitas vezes intrigam os tutores, como a insistência do gato em esfregar o rosto em objetos novos assim que chegam em casa, ou a preferência por arranhar sempre os mesmos móveis específicos, mesmo quando existe um arranhador disponível em outro lugar da casa.
Se o seu gato está passando por uma mudança de rotina, como mudança de casa ou chegada de um novo membro na família, humano ou animal, vale conversar com a equipe da Prontovet sobre estratégias que ajudem a reduzir o estresse durante a adaptação, aproveitando justamente esse sistema natural de comunicação por feromônios.
Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.
