Prevenção de doenças transmitidas por carrapatos: erliquiose e babesiose

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: Alexander Dummer, via StockSnap (CC0 1.0).

Além da conhecida transmissão de doenças pela picada, os carrapatos são vetores de um grupo de doenças que, juntas, representam uma das causas mais frequentes de atendimento veterinário em regiões com alta infestação desses parasitas: a erliquiose e a babesiose, condições que afetam diretamente as células sanguíneas dos cães e que têm a prevenção como sua ferramenta mais eficaz.

A erliquiose é causada por uma bactéria transmitida pelo carrapato marrom do cão, e afeta principalmente glóbulos brancos e plaquetas, podendo levar a um quadro de sangramentos, anemia e comprometimento da medula óssea em casos crônicos e mais avançados. A babesiose, por sua vez, é causada por um protozoário que infecta diretamente os glóbulos vermelhos, causando sua destruição acelerada e resultando em anemia, muitas vezes de forma bastante rápida e intensa.

Ambas as doenças têm um padrão em comum: os sinais iniciais costumam ser inespecíficos, como febre, apatia, redução do apetite e palidez das mucosas, sintomas que facilmente podem ser confundidos com uma indisposição comum. Essa inespecificidade inicial é justamente o que torna essas doenças perigosas, já que o diagnóstico tardio permite que o quadro avance para complicações mais graves antes que o tratamento adequado seja iniciado.

A prevenção dessas doenças passa, necessariamente, pelo controle rigoroso e contínuo de carrapatos, já que a infecção depende diretamente do contato com o parasita infectado. Isso inclui o uso regular de produtos antiparasitários eficazes, adequados ao estilo de vida do cão, e a inspeção do corpo do animal após passeios em áreas de vegetação, especialmente em regiões conhecidas pela presença desses parasitas.

Em regiões onde a erliquiose e a babesiose são mais prevalentes, o rastreamento por exames de sangue periódicos, mesmo em cães sem sintomas evidentes, pode ser recomendado como parte da estratégia preventiva, especialmente em cães com histórico de exposição frequente a carrapatos, como os que vivem em áreas rurais ou frequentam parques com vegetação densa.

Se o seu cão vive ou frequenta áreas com risco elevado de carrapatos, converse com a equipe da Prontovet sobre o protocolo antiparasitário mais adequado e sobre a necessidade de exames de rastreamento. Prevenir é significativamente mais simples do que tratar essas doenças em estágio avançado.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.