Testes alérgicos em cães: como funcionam e quando são indicados
Publicado em 12/09/2026

Depois de descartar parasitas e conduzir uma dieta de eliminação sem resolução completa da coceira, muitos tutores de cães alérgicos ouvem falar pela primeira vez dos testes alérgicos, exames que ajudam a identificar especificamente quais substâncias do ambiente estão desencadeando a resposta alérgica do pet.
Existem dois tipos principais de teste utilizados na rotina veterinária. O teste intradérmico, considerado o padrão-ouro por muitos dermatologistas, consiste em aplicar pequenas quantidades de diferentes alérgenos na pele do cão, geralmente na região do tórax previamente tricotomizada, e observar a reação local de cada um. É um procedimento realizado sob leve sedação, que permite avaliar a resposta a dezenas de alérgenos ao mesmo tempo. Já o teste sorológico, feito a partir de uma amostra de sangue, mede os níveis de anticorpos específicos (IgE) contra diferentes alérgenos, sendo uma opção mais prática, embora com algumas limitações de sensibilidade em comparação ao teste intradérmico.
É importante entender o que esses testes realmente fazem: eles não diagnosticam se o cão tem alergia, isso já deve estar bem estabelecido clinicamente antes do teste, com base no histórico e na resposta a tratamentos anteriores. O papel dos testes alérgicos é identificar quais alérgenos específicos estão envolvidos, informação que é usada principalmente para direcionar a formulação de uma imunoterapia personalizada, um tratamento de longo prazo que busca reduzir a sensibilidade do cão àqueles alérgenos específicos ao longo do tempo.
Por isso, os testes alérgicos costumam ser indicados depois que o diagnóstico de dermatite atópica já foi estabelecido por um dermatologista, geralmente em cães com coceira recorrente ao longo de várias estações do ano, sem resposta completa a controle de pulgas e dieta de eliminação. Usar o teste como primeira etapa de investigação, sem esse contexto clínico prévio, pode gerar resultados confusos ou difíceis de interpretar.
A escolha entre os métodos e o momento ideal para realizá-los é uma decisão que o dermatologista toma junto com o tutor, considerando o histórico do cão, a gravidade dos sintomas e os objetivos do tratamento, que costuma incluir tanto o manejo ambiental quanto a imunoterapia específica.
Se o seu cão tem um histórico bem estabelecido de dermatite atópica, converse com o dermatologista da Prontovet sobre a possibilidade de investigar com testes alérgicos: esse passo pode abrir caminho para um tratamento mais direcionado e eficaz no longo prazo.
Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.
