Raio-X, ultrassom ou tomografia: para que serve cada exame de imagem
Publicado em 12/09/2026

Raio-X, ultrassom e tomografia são, sem dúvida, os três exames de imagem mais mencionados na rotina veterinária, e é comum que os tutores fiquem em dúvida sobre por que um determinado exame foi escolhido em vez de outro. Cada um desses métodos tem pontos fortes específicos, e entender essas diferenças ajuda a compreender melhor as decisões da equipe veterinária durante uma investigação diagnóstica.
O raio-X, ou radiografia, é geralmente o primeiro exame de imagem solicitado, principalmente por ser rápido, amplamente disponível e muito eficaz para avaliar estruturas ósseas, como fraturas, alterações articulares e, em alguns casos, alterações pulmonares e cardíacas visíveis pelo contorno das estruturas. Sua limitação está na avaliação de tecidos moles com mais detalhe, órgãos internos como fígado, baço e rins aparecem de forma relativamente uniforme na radiografia, o que dificulta identificar alterações internas mais sutis nesses órgãos.
É justamente aí que o ultrassom se destaca: ele permite visualizar em tempo real a estrutura interna de órgãos e tecidos moles, avaliando textura, tamanho, presença de massas, líquido livre na cavidade abdominal e até o funcionamento de determinados órgãos durante o próprio exame, como os movimentos do coração no ecocardiograma. O ultrassom não usa radiação e costuma ser bem tolerado sem sedação na maioria dos casos, mas depende bastante da experiência do examinador e não visualiza bem estruturas que contêm ar ou gás, como os pulmões.
A tomografia computadorizada entra em cena quando é necessário um nível de detalhe que nem o raio-X nem o ultrassom conseguem oferecer, especialmente em estruturas complexas como o crânio, a coluna ou o tórax, ou quando se busca uma avaliação tridimensional detalhada antes de um planejamento cirúrgico. Por gerar imagens em cortes finos e permitir reconstrução em três dimensões, a tomografia é particularmente valiosa na investigação de tumores, traumas complexos e doenças que exigem planejamento cirúrgico preciso, mas exige sedação ou anestesia e não está disponível em todos os hospitais veterinários.
A escolha entre esses exames, ou a combinação entre eles, depende sempre da suspeita clínica levantada durante o exame físico e a anamnese, e é uma decisão que o veterinário toma pensando em qual método vai responder à pergunta diagnóstica específica daquele caso, com o menor desconforto possível para o pet.
Se o veterinário da Prontovet indicou um exame de imagem específico para o seu pet, saiba que essa escolha não é aleatória: cada método tem um papel bem definido, e entender essa lógica ajuda a confiar no processo diagnóstico como um todo.
Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.
