Ressonância magnética em cães: para quais casos neurológicos é pedida

Publicado em 12/09/2026

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Imagem ilustrativa. Foto: autor não identificado, via Rawpixel (CC0 1.0).

A ressonância magnética é, hoje, um dos exames mais valiosos da neurologia veterinária, justamente por oferecer uma visualização detalhada dos tecidos moles do sistema nervoso, algo que radiografias simples não conseguem mostrar com a mesma precisão. Entender quando esse exame é realmente indicado ajuda o tutor a compreender por que ele costuma ser sugerido em determinados casos e não em outros.

Uma das indicações mais comuns é a suspeita de hérnia de disco intervertebral, especialmente quando há dor lombar combinada a sinais de fraqueza ou paralisia dos membros. A ressonância permite localizar exatamente qual disco está comprometido, avaliar o grau de compressão da medula espinhal e planejar a cirurgia com muito mais precisão do que seria possível apenas com o exame clínico. Outra indicação frequente é a investigação de convulsões em cães que não respondem bem ao tratamento inicial, ou que apresentam outros sinais neurológicos associados, já que o exame ajuda a descartar causas estruturais, como tumores cerebrais, malformações congênitas ou processos inflamatórios do sistema nervoso central.

A ressonância também é indicada na investigação de síndromes vestibulares atípicas, quando os sinais não seguem o padrão esperado da forma mais comum e benigna da doença, levantando suspeita de causas mais sérias que precisam ser diferenciadas. Da mesma forma, quadros de fraqueza progressiva, alterações de marcha sem causa ortopédica evidente e certas doenças degenerativas do sistema nervoso costumam se beneficiar dessa investigação detalhada.

O exame exige anestesia geral, já que o animal precisa permanecer completamente imóvel durante toda a aquisição das imagens, que pode levar de trinta minutos a mais de uma hora, dependendo da região avaliada e da complexidade do protocolo necessário. Por esse motivo, uma avaliação pré-anestésica cuidadosa é sempre realizada antes do procedimento.

Nem todo caso neurológico exige ressonância: o neurologista avalia, com base no exame clínico e na localização provável do problema, se esse é realmente o exame mais indicado, ou se outras investigações são suficientes ou mais adequadas para aquele caso específico.

Se o neurologista da Prontovet indicou uma ressonância magnética para o seu pet, saiba que essa é, na maioria das vezes, a ferramenta mais precisa disponível para enxergar o que está acontecendo dentro do sistema nervoso e guiar o tratamento certo.

Aviso: este é um conteúdo educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta veterinária presencial.